Pilares Metrológicos

Nesse artigo serão mencionados os Pilares Metrológicos na gestão de uma indústria, destacando sua importância e abordando questões relacionadas ao assunto.

Pilares Metrológicos na Gestão

Os trabalhos e desafios na indústria continuam a requerer ações e conceitos cada vez mais contundentes no dia a dia. Nas áreas de calibração e metrologia, com a redução de custos, cuidados com a segurança e a manutenção da qualidade, fica cada vez mais evidente a necessidade de propagar os Pilares Metrológicos.

A rotina nos remete a pensar e analisar os diversos tópicos requeridos pelos órgãos regulatórios, onde em especial está a atenção para a gestão metrológica, dando opções de viabilidade para automatizar calibrações gerando economia e reduzindo erros.

Um tema cada vez mais recorrente é a calibração em malha com a combinação de erros e incertezas. Devemos debater a opção de se calibrar ponto a ponto e/ou agrupar instrumentos em uma única etapa de calibração. Outro ponto para avaliação será a performance de um laboratório de calibração na indústria, pois quando se realizam as calibrações, Know How e memória técnica são adquiridos pelos técnicos.

É oportuno discutir a formação dos metrologistas e dos profissionais que realizam as calibrações, pois somente com formação e conhecimento se tornará mais compliance com os requerimentos exigidos pelas normas. Será importante entender o papel e a estrutura da Rede Metrológica do Estado de São Paulo (REMESP), os serviços e treinamentos desenvolvidos e qual a contribuição que ela pode trazer a indústria.

Regulamentação

Os órgãos acreditadores de laboratórios de calibração no Brasil são CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro) e o LMN (Laboratório Nacional de Metrologia), nos EUA existem outros órgãos acreditadores que são A2LA (American Association for Laboratory Accreditation) e NVLAP (National Voluntary Laboratpry Accreditation Program).

Existem determinações metrológicas que são padronizações internacionais (valem para todos os países) e outras específicas dentro de cada organismo e região. No Brasil a exigência pela composição de erro e incerteza, faz-se necessária pois as diretrizes normativas exigem esta composição a fim de melhor determinação de valores bases para critério de aceitação e propagação dos erros nas medidas com base na ISO/IEC 17025.

Existe cada vez mais uma sintonia entre a ANVISA e o Inmetro nas questões relacionadas às auditorias e determinações no quesito calibração de instrumentos e o que será exigido das empresas e laboratórios de prestação de serviços de calibração (internos e externos).

Valores de K e Veef

Com relação aos valores de K e Veef que aparecem nos certificados de calibração executados, é importante entender que:

Veef: Significa grau de liberdade efetivo, tem ligação com a distribuição da incerteza final e como ela ficou.

K: Significa fator de abrangência. Quanto maior, houve uma maior dispersão das leituras e não possui implicações qualitativas, visto que haverá uma compensação na incerteza expandida.

Lembrando que a fórmula é: U = K x uc, onde U é a incerteza expandida, K é o fator de abrangência e uc é a incerteza combinada.

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