Isocal MSC-XV

Nesse artigo serão destacadas 10 informações relevantes sobre o Isocal, destacando as atualizações do MCS-10, passando pelos MCS-8 e MCS-12, até chegar ao modelo MCS-XV.

1 – Baterias

O primeiro Isocal tinha baterias de níquel cádmio, que eram soldadas nas placas, tornando a tentativa de substituição das mesmas pelo cliente na própria empresa impossível, dessa forma, os multicalibradores sempre tinha que ser enviados para a Presys.

Ao inaugurar a linha MCS-8 e MCS-12 foi inserida uma bateria de níquel-metal hidreto, que possui maior duração, possibilitando a aquisição pelo usuário em formato de packs de bateria e a troca na própria empresa pelos técnicos. Já no MCS-XV a beteria foi substituída por uma de lítio, com tempo de duração superior às anteriores.

2 – Carregadores do Isocal

No MCS-10 os carregadores tinham fontes fixas, para a alteração da voltagem de 110Vac e 220Vac era necessário mudar a chave manualmente, com isso os técnicos deixavam a chave no 110Vac e ligavam no 220Vac, por distração, o que queimava o carregador.

No MCS-8 e MCS-12 a fonte é chaveada, possibilitando a utilização de 110Vac e 220Vac sem causar problemas.

No MCS-XV a fonte continua sendo chaveada, porém, com maior potência, por estar carregando uma bateria de lítio. Lembrando que os carregadores do Isocal MCS-XV não carregavam os MCS-12 e MCS-8, e vice-versa, por se tratarem de baterias diferentes.

Caso possua o carregador branco (de chave manual), é possível fazer a solicitação de substituição ou aquisição de um novo, para evitar possíveis transtornos de 110Vac e 220Vac.

3 – Compensação de Junta Fria

O Isocal MCS-10 não possuía terminal para entrar com o cabo de compensação do termopar, era necessário adquirir um bloco de compensação de junta, colocar na entrada do aparelho e ligar os fios dos termopares na lateral.

No MCS-8 E MCS-12 já existe um terminal próprio, uma entrada para os cabos de compensação. No MCS-XV são os mesmos terminais e o bloco de compensação de junta fria está dentro dos equipamentos, melhorando a questão de leitura e geração de sinais.

4 – Simulação da Geração de RTD

O MCS-10 foi criado há mais de 20 anos, com outro tipo de tecnologia. Quando se usa o MCS-10 para simular RTD na entrada de alguns tipos de transmissores, registradores, controladores e indicadores pode não acontecer o casamento da impedância, impossibilitando a simulação.

Então no MCS-8, MCS-12 e MCS-XV, como foram feitos com uma tecnologia mais recente, é possível equilibrar essa corrente de excitação, impedância com quase todos os equipamentos, fazendo funcionar a simulação de RTD.

5 – Entrada Probe

No MCS-10 era utilizado um tipo de conector da época, que foi modernizado no MCS-12, com um conector mais atual que evita maus contatos e a quebra dos cabos. Importante lembrar que o MCS-8 não tem entrada probe.

6 – Incorporar Pressão no Isocal

O modelo MCS-XV incorporou ao MCS-12 ou MCS-8 as cápsulas de pressão. A Linha Advanced possui um display diferente, na linha XV foi colocado um display touch para obter mais visualizações das informações necessárias, e o MCS-8 e MCS-12 possuem um display alfa numérico.

7 – Módulo Hart

Além das funções de calibrador foi incorporado um módulo hart ao Isocal MCS-XV, possibilitando obter um calibrador que gera e mede sinais, com cápsula de pressão e configurador hart.

O hart pode ser Hart Calibrator (CH), que abre 16 DDS principais de calibração do instrumento a ser calibrado, ou Hart Full (FH) que abre todos os parâmetros da hart.

8 – Módulo de Tarefas

Para realizar uma tarefa automática necessitava obrigatoriamente da comunicação com o Software de Calibração Isoplan através do conector RS. O Isocal MCS-XV tem um módulo “Tarefas”, onde é possível configurar todas as informações para calibrar de forma automática e gerar um Certificado de Calibração com o cálculo da incerteza combinada.

9 – Acessórios do Isocal

Acompanham o MCS-8 e MCS-12 a bolsa, carregador, cabos banana-jacaré, banana-banana. São pinos bananas com excelente contato por serem banhados a ouro nas extremidades, garras de jacaré na outra ponta.

O MCS-XV também acompanha os mesmos itens, e quando adquirido com função hart vem com ponteiras para conectar nos transmissores com protocolo har, possibilitando a execução das configurações.

Existem mais acessórios, como conectores apropriados para módulo de pressão, ao apertar com a mão é possível inserir a mangueirinha e medir a pressão diretamente da bombinha que está gerando para calibrar seu transmissor de pressão.

Possui o cabo de rede ethernet, USB e pode vir com adaptador wifi por ter recursos de informática, é possível transformá-lo em um device de computador, transferir arquivos do computador para o calibrador, gráficos, relatórios e trazer para o calibrador procedimentos, documentos, certificado, instruções de trabalho e vídeos orientativos.

10 – Robustez

No início eram construídas com eletrônica discreta, atualmente possuem algumas particularidades com eletrônicas em SMD. Os circuítos que envolvem as entradas e saídas são com eletrônica robusta para evitar pequenos danos na cápsula, ou curto que queimaria a entrada.

A Presys não trabalha com plástico, apenas com alumínio que proporciona uma proteção eletromagnética e suporta queda.

Em relação ao MCS-10, ainda estão sendo feitas manutenções no instrumento, porém, por se tratar de um produto com mais de 20 anos, alguns componentes não são mais encontrados, por esse motivo, é indicado fazer o upgrade para uma versão mais atual.

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