Gestão Metrológica

Nesse artigo serão mencionadas sete etapas para realizar uma Gestão Metrológica eficiente, visando nortear as ações dos profissionais que desejam elaborar procedimentos no ambiente industrial.

Etapas da Gestão Metrológica

No dia a dia, muitos profissionais necessitam de uma orientação quanto às etapas na elaboração de procedimentos e de implantação de Gestão Metrológica em um laboratório de calibração.

Abaixo estão as sete principais etapas a serem percorridas, visando direcionar os profissionais que desejam efetuar algumas calibrações internamente ao ambiente industrial e efetivamente realizar uma Gestão Metrológica em conformidade com as normas.

1 – Seleção das Malhas Criticas

Os responsáveis pelos departamentos de produção e instrumentação, bem como, os setores envolvidos devem relacionar quais as malhas de medições criticas que devem ser controladas e quais as exatidões requeridas para as mesmas, de maneira a não comprometer a performance do processo produtivo. O cadastramento das malhas criticas deve ser realizado em um software de calibração.

2 – Adequação dos Instrumentos Críticos

A adequação dos instrumentos críticos é feita conforme a descrição a seguir:

Através da lista das malhas de medições criticas, relacionar os instrumentos que fazem parte de cada malha de medição, utilizando-se a folha de medição, para o cálculo da exatidão das malhas.

Verificar as características técnicas e exatidão no manual técnico de cada instrumento.

Caso não consiga a informação da exatidão do instrumento, enviar o mesmo para um laboratório externo ou fazer uma série de medidas com um instrumento padrão adequado. Considerar a diferença entre o maior valor e o menor valor do erro encontrado, como a exatidão do instrumento.

Os instrumentos e malhas críticas são especificados de tal forma que garantam que a exatidão total, seja menos ou igual a (a definir) da exatidão requerida no processo.

O critério de aceitação é determinado para garantir que os instrumentos, ou da malha critica atenda a relação a seguir.

ER / EM = R ≥ (a definir)

ER = Exatidão Requerida

EM = Exatidão da Medição

A adequação dos instrumentos críticos às malhas de medição deve ser realizado em um software de calibração.

3 – Providenciar Substituição

Caso haja incompatibilidade do instrumento, quanto a sua adequação à medição a ser efetuada, será providenciada a sua substituição ou até mesmo uma modificação tecnicamente estudada de forma a satisfazer as condições específicas da medição. Elaborar a relação dos instrumentos, onde deverá ser elaborada a relação dos instrumentos críticos, via software de calibração.

4 – Elaborar o Cadastramento dos Instrumentos

Deverá ser elaborado o cadastramento dos instrumentos. Todos os instrumentos, bem como os padrões de trabalho serão cadastrados em um software de calibração. O software de calibração executa o gerenciamento dos dados encontrados na calibração, bem como a periodicidade das calibrações.

Os principais dados controlados pelo software são o inventário dos instrumentos e dos padrões de trabalho, plano de calibração, os certificados de calibração, histórico dos instrumentos e gerenciamento das calibrações.

5 – Elaborar a Especificação Técnica dos Instrumentos

Deverá ser elaborada uma folha de especificação técnica para cada instrumento que conterá os dados e características. Todos os instrumentos cadastrados terão sua especificação técnica implantada em um software.

6 – Elaborar Plano de Calibração

Cada setor manterá um Plano de Calibração dos instrumentos críticos, contemplando a frequência e a programação das calibrações para os mesmos.

7 – Frequência das Calibrações

A Frequência de Calibração deverá ser baseada em recomendações do fabricante, frequência de uso, severidade das condições de uso, fragilidade do instrumento e principalmente do seu histórico. Seu controle será inicialmente definido, baseado em experiência técnica.

Toda calibração deverá ser executada dentro do mês estabelecido no plano de calibração. A frequência inicial de calibração do instrumento poderá ser alterada, através da análise do histórico de calibração ou de ocorrências de não conformidade na calibração preliminar.

Esta frequência pode ser para maior ou para menor, dentro dos períodos acima citados. Entende-se como calibração preliminar o ato de verificar se um instrumento em uso se manteve dentro do critério de aceitação da calibração.

Quando a frequência de calibração de um instrumento de medição for alterada, deverá ser registrada no histórico do instrumento. Os prazos de calibração são controlados através de um software de calibração, o qual indica através do plano de calibração, os instrumentos a serem calibrados e sua localização física.

Desta forma, seguindo estas etapas e buscando cada vez mais conhecimento junto as Redes Estaduais de Metrologia, o sucesso na implantação de ferramentas de Gestão Metrológica será alcançado.

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